20 de jan de 2014

Aplicativos criam "redes sociais" contra o crime em cidades brasileiras

Atentos ao crescimento da violência, desenvolvedores de aplicativos resolveram transformar os smartphones e tablets em ferramentas contra o crime. Vários programas permitem alertar outros usuários sobre regiões perigosas e compartilhar em tempo real a localização de pessoas com atitudes suspeitas, além de contabilizar roubos ou furtos em regiões específicas.
Eles não servem como um registro oficial de ocorrências, mas permitem que a população tenha acesso de forma rápida a dados sobre a criminalidade. Trata-se de algo útil, por exemplo, se você estiver em dúvida se deve ou não visitar determinada região. Os aplicativos não são regionais: eles estão disponíveis para diversas áreas (quanto mais usuários em determinado local, melhor).

B.O. Coletivo

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    Após digitar endereço, aplicativo B.O. Coletivo exibe ocorrências naquele determinado local
Fruto de um grupo de ativismo urbano que tem como foco a segurança pública, o B.O. Coletivo teve origem no Facebook. Na rede social, disponibilizou cartazes para serem colados em locais de crimes, com o texto "Aqui fui assaltado".
Em sua versão para smartphone, disponível para qualquer área mapeada pelo Google Maps, ele registra furtos, roubos ou sequestros. Para visualizar as ocorrências, basta digitar um endereço e verificar no mapa os ícones que marcam os locais. Já para comunicar um crime, basta tocar no ícone de mais (+)e inserir os dados.
Inclui uma lista de telefones úteis, como os da Polícia Militar, Corpo de Bombeiro e Defesa Civil. E ainda traz links para sites que fazem registro de boletins de ocorrência via internet.
O resultado nem sempre é dos melhores. Nos testes do UOL Tecnologia, o link para o site da Delegacia Eletrônica de São Paulo trazia conteúdo em flash, que simplesmente não funciona no iPhone.
Grátis

WikiCrimes

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    WikiCrimes conta com informações de ocorrências fornecidas pelos próprios usuários do serviço
Versão para smartphones do sitewww.wikicrimes.org, este aplicativo agrupa informações sobre a violência fornecidas pelos usuários do serviço. Sua interface é bem simples, com dois botões: "Aqui é perigoso?"e "Registrar crime".
Ao tocar no primeiro, o programa identifica automaticamente a localização do usuário (se houver conexão à internet) e diz se a região é perigosa. Porém, isso só é possível se houver um grande número de incidências registradas nessa área. Em teste com um endereço em Pinheiros, São Paulo, ele não conseguiu verificar a periculosidade da região, dizendo que "a quantidade de crimes não é representativa".
Para incluir uma ocorrência, basta tocar no botão "Registrar crime", posicionar o alfinete e detalhar o fato. As informações ficam disponíveis para toda a rede de usuários. Possui uma versão paga (US$ 0,99 para iOS e R$ 2 para Android),que inclui estatísticas divulgadas pelo governo do Estado de São Paulo.
Grátis

Owl

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    Com aparência que lembra o Twitter, o Owl é composto de mensagens de texto anônimas sobre crimes
Sua proposta é ser uma rede social voltada para a segurança da população. O Owl (coruja, em inglês) tem uma interface que lembra a do Twitter, com pequenos textos agrupados em sequência, de acordo com a data e o horário da publicação. Eles registram casos de roubos, acidentes, uso de drogas e indivíduos em atitude suspeita.
Ao tocar nos alertas, é possível obter mais informações, com mapa da localização da ocorrência. Para registrar novos problemas, basta criar uma conta e tocar no olho da coruja. Ele identifica automaticamente a sua localização e já exibe no mapa. 
As denúncias são feitas de forma anônima, mas o usuário pode trocar informações com outros participantes da rede, sendo identificado por um número.
Grátis

Crowdfynd

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    Crowfynd é um aplicativo para alertas diversos (animais perdidos, objetos, crimes ou atividades suspeitas)
Localizar objetos e animais perdidos, denunciar crimes e avisar as pessoas sobre atitudes suspeitas nas redondezas. Esses são os objetivos do Crowdfynd.
O aplicativo, disponível em inglês, permite ao usuário tirar fotos com o smartphone para incluir no alerta, utilizar o GPS do aparelho para marcar a localização em mapas e oferecer recompensas para quem recuperar objetos perdidos.
Possui integração com o Facebook e o Twitter, para ampliar o alcance de seus avisos. Como depende da participação dos usuários para ter conteúdo, e ele não é muito conhecido no Brasil, durante os testes várias regiões pesquisadas simplesmente não tinham qualquer informação.
Está disponível apenas para iPhone, mas os desenvolvedores devem lançar uma versão para Android em breve.