30 de jan de 2014

Viber chega oficialmente ao Brasil para concorrer com WhatsApp

Hoje, o isralense Talmon Marco fez uma palestra na Campus Party sobre empreendedorismo. E, como CEO do Viber, um dos principais aplicativos de mensagens instantâneas do mundo, ele tem bastante expertise em como transformar sua ideia em realidade (o Viber não é a primeira startup dele) e expandir sua empresa globalmente.

Foi essa expansão que liderou os assuntos na coletiva de imprensa realizada pouco antes da palestra. É que o Viber aproveitou a ocasião para anunciar a abertura de um escritório no Brasil, o que marca sua chegada oficial aqui.

viber ceo
Como estamos acostumados a ouvir das empresas que chegam aqui, a escolha do Brasil para ser o primeiro país da América do Sul (e da América Latina, no caso do Viber) a receber uma filial é por questões estratégicas. Somos o maior mercado da região e a presença física da startup aqui pode não apenas expandir a já grande base de usuários, mas ser o ponto de partida para a chegada em outros países próximos.

Marco também cita estratégias focadas no mercado brasileiro, especialmente no que diz respeito à criação de conteúdo especial. Ele cita o caso dos stickers, que chegaram recente ao app. Eles fazem bastante sucesso em países orientais e têm crescido em popularidade também no Brasil. Com o escritório e a equipe brasileiros, será possível criar stickers exclusivos para o país, baseados em feriados nacionais e manias do momento, por exemplo.

É daí que vem parte da receita do Viber, que “é e sempre será gratuito”, nas palavras do CEO: segunido o modelo freemium, há pacostes de stickers pagos que saem por R$ 5,22. Alguns deles trazem conteúdo licenciado, como de Adventure Time ou Meninas Superpoderosas.

Outra fonte de renda para a startup é pelo Vibert Out, serviço de chamadas para telefones fixos e móveis sem Viber que oferece preços mais competitivos que a concorrência (leia-se: Skype) e que as operadoras de telefonia no Brasil.

Quanto aos competidores no mercado brasileiro, são praticamente descartados outros que não sejam o WhatsApp. E, ainda assim, o Viber está bem otimista com o que deve conquistar por aqui. Primeiro, porque é um serviço mais completo que seu principal rival, com mais recursos, como as ligações, e multiplataforma – está presente também em desktops, além de tablets e smartphones. Segundo, porque, sem nenhuma publicidade ou investimento direto aqui, já tem mais de 10 milhões de usuários brasileiros cadastrados.

Em todo o mundo, o Viber já passa os 300 milhões de usuários, com um aumento semanal de surpreendentes 700 mil.