2 de fev. de 2014

Dos sonhos para a realidade 3D: a fascinante origem da Pixar

pixar

Antes de uma história de brinquedos, antes de monstros trabalharem numa empresa, antes de ir procurar o Nemo e antes de vinte e sete estatuetas do Oscar, a Pixar era uma empresa de hardware de computadores top de linha, cujos clientes incluíam o governo dos EUA e a comunidade médica. A história da Pixar não é exatamente cheia de super-heróis, robôs adoráveis ou insetos falantes. A trajetória do estúdio de animação mais lucrativo e adorado pela crítica (sim, pelos números, ele desbanca a Disney) é recheada de dificuldades financeiras, empregados demitidos da Apple, impressoras digitais e uma mão esquerda animada. E tudo começou com um estudante mórmon da Universidade de Utah.
Quando Ed Catmull se formou em ciências da computação, ele já era considerado um gênio e pioneiro no seu campo. Ele tinha desenvolvido o texture mapping, um método para adicionar detalhes, texturas e cores a um modelo 3D computadorizado. Em 1972, ele usou a técnica para criar um dos primeiros exemplos de animação 3D computadorizada do mundo — um filme animado de sua mão esquerda. O clipe de um minuto acabou sendo comprado por um produtor de Hollywood e usado no filme Futureworld, de 1976 — o primeiro longa-metragem a usar animações computadorizadas. Hoje, o clipe, intitulado A Computer Animated Hand, foi registrado na Biblioteca do Congresso, depois de ser selecionado para preservação em 2011 pela National Film Registry.
O abastado empresário Alexander Schure comandava o Instituto de Tecnologia de Nova Iorque, uma das únicas escolas cujo foco estava totalmente nas ciências técnicas da época. Schure acreditava que a animação computadorizada era o futuro da arte de  contar histórias e que era o caminho que o cinema iria trilhar. Ele estava trabalhando num filme chamado Tubby the Tuba. Frustrado por seu lento progresso, ele começou a comprar equipamentos dos laboratórios de computação mais avançados dos EUA, incluindo o da Universidade de Utah. Foi aí que ele conheceu Ed Catmull e o contratou para comandar seu laboratório, não apenas pela competência técnica, mas também por compartilhar a crença na mágica da animação. Agora, Catmull tinha um palco maior para mostrar suas habilidades de criar fantasias e, em breve, Hollywood perceberia isso e iria chamá-los.
Em 1978, George Lucas estava fazendo um sucesso estrondoso com seu épico espacial Guerra nas Estrelas: Uma Nova Esperança e estava em meio à escrita e desenvolvimento de O Império Contra-Ataca. Apesar de amar dirigir e escrever, sua meta sempre foi criar um império do cinema com sua empresa, a LucasFilm. De acordo com o livro The Pixar Touch, de David Price, Lucas acreditava que a indústria cinematográfica estava “congelada no tempo” e queria modernizar as ferramentas usadas. Então, ele se voltou para os computadores para tornar sua divisão de efeitos especiais, a Industrial Light & Magic, uma das mais invejadas de Hollywood.
Ele contratou Ed Catmull para ter todos aqueles computadores ao seu dispor. Catmull, como quase todo mundo da época, estava impressionado com Star Wars, por seus efeitos especiais detalhados. Mesmo que isso significasse deixar Schure e o Instituto de Tecnologia de Nova Iorque, o lugar onde ele começou sua jornada, Catmull não podia recusar o emprego de seus sonhos.
Catmull entrou na Lucasfilm em 1979 e formou o The Graphics Group, como parte da divisão de computadores. Ele trouxe alguns dos seus melhores funcionários e começou a trabalhar imediatamente. A lista de exigências de Lucas era imensa e assustadora. Ele queria que o grupo desenvolvesse um sistema de edição não-linear, um sistema de edição de som digital e entrasse de cabeça na questão de como a computação gráfica poderia revolucionar o cinema.
Nos anos que se seguiram, a Graphics Group avançou com sucesso sob o comando de Catmull. Lucas aparecia frequentemente para ver o que “os caras” estavam fazendo. De acordo com The Pixar Touch, Lucas não queria que as pessoas se sentissem intimidadas pela presença dele. Ele também queria ser tratado como se fosse um expert em computação gráfica e odiava quando era tido como um leigo.
Em 1986, o Graphics Group já tinha desenvolvido efeitos computadorizados para vários filmes de Hollywood, incluindo Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan e O Jovem Sherlock Holmes. Mesmo assim, a divisão estava dando prejuízo. Era bastante caro comandar um divisão de computação gráfica tão inovadora. Catmull e a empresa sabiam que o tempo deles com a LucasFilm estava no fim e começaram a procurar uma maneira de seguir com as próprias pernas. Por sorte, o então recentemente demitido CEO da Apple, Steve Jobs, viu alguma coisa verdadeiramente única na divisão de computação gráfica. Jobs comprou o Graphics Group da LucasFilm por 5 milhões de dólares, conseguindo os direitos sobre as tecnologias usadas, e fundou uma empresa independente chamada “Pixar”.
O nome Pixar foi, na verdade, concebido muitos anos antes, como o nome de um componente da impressora digital óptica que o grupo tinha desenvolvido. Como muitas das grandes ideias, o nome foi decidido durante uma refeição. Karen Paik, em seu livro sobre o começo da Pixar, To Infinity and Beyond conta:
“Nós sempre tivemos um histórico terrível de naming rights”, admite Alvy Ray Smith (membro fundador da divisão de computação gráfica da LucasFilm e parceiro de longa data de Ed Catmull). Nós nunca podíamos dar o nome das coisas — sempre éramos apenas a “divisão de computação”. Mas chegou uma hora em que precisávamos achar um nome para o computador de imagens que tínhamos feito. E, uma noite, Loren Carpenter, Rodney Stock e eu estávamos num restaurante sujo em Ignacico, uma cidadezinha de Marin County. Eu cresci no Novo México, onde o espanhol é o segundo idioma, e a forma infinitiva dos verbos sempre termina em “er”, “ir” ou “ar”. Eu sugeri “Pixar”, uma palavra inventada em espanhol que significa “criar imagens”.
Quando Catmull e Alvy Ray Smith estavam em busca de investidores, eles sabiam que a propriedade mais valiosa que possuíam era esse Pixar Image Computer, então eles aproveitaram o nome para a empresa. Como você pode ver, apesar do mito comum, Steve Jobs não teve nada a ver com a escolha.
Steve Jobs apoiou Catmull, Smith e John Lasseter a criarem um estúdio de animação, mas ele tinhas seus próprios planos em mente. Ele queria vender o produto que deu nome à empresa, o Pixar Image Computer e começou a divulgar a Pixar como uma empresa de sistemas de computação top de linha e isso deu certo — por um certo tempo. O sistema foi vendido para agências de governo, para a comunidade de pesquisa médica e para outras empresas que estavam tentando estabelecer suas próprias animações de modelos computadorizados em 3-D. Uma dessas empresas era a Walt Disney.
Porém, devido ao preço extremamente alto do Pixar Image Computer e do mercado limitado para este equipamento, as vendas começaram a despencar e Jobs entrou em pânico. Ele colocou mais e mais dinheiro na empresa, mais de US$ 50 milhões num intervalo de cinco anos, de acordo com o livro To Infinity and Beyond. Vagas foram extintas e empregados foram demitidos para tentar salvar a empresa.
O sonho de fazer o primeiro longa-metragem com animações computadorizadas ainda estava lá, mas era ameaçado pela ruína financeira. Jobs estava considerando seriamente fechar a empresa, particularmente porque seu outro negócio na época, a NeXT Inc, também estava queimando milhões de dólares (apesar de que, com uma ajuda da Apple, Jobs conseguiria ganhar um bom dinheiro com ela, no fim das contas). A Pixar, por outro lado, não foi salva pela Apple, mas sim por John Lasseter.
John Lasseter foi o primeiro e principal animador que acreditou que o poder das animações computadorizadas iria criar um modo de contar histórias nunca antes visto. Sua carreira começou, na verdade, na Walt Disney Company — como capitão do brinquedo Jungle Cruise, na Disneylândia. Logo depois, ele se tornou animador nos estúdios, mas foi demitido graças a sua obsessão com computação gráfica e sua relutância em deixar isso de lado, como tinha sido pedido por seus superiores. Em 1985, ele encontrou um lar na divisão de computadores da LucasFilm. Catmull contratou Lasseter como um “designer de interfaces”, porque ele não estava oficialmente autorizado a contratar um animador.
Para vender melhor o Pixar Image Computer, Jobs queria exemplos de o que as avançadas máquinas poderiam fazer. Ele permitiu que Lasseter comandasse uma equipe para produzir curta-metragens que tinham a finalidade de promover o produto.
Luxo Jr., um curta animado com lâmpadas de mesa, estreou na convenção de tecnologia da computação SIGGRAPHem 1986. Foi um sucesso absoluto. Mais tarde, naquele ano, ele foi indicado ao Oscar. Não é preciso dizer que foi um ótimo exemplo do que a Pixar, tanto a empresa quanto o sistema de hardware, poderia fazer, e Lasseter pode, então, convencer Jobs a manter a empresa, tendo agora como foco comerciais de TV e curtas animados para outras empresas, o que, por sua vez, ajudaria a divulgar e vender o sistema de computação.
Depois de Lasseter fundar a divisão de animação, ele conseguiu contratos com empresas como Tropicana, LifeSavers e Listerine, com a Pixar produzindo campanhas de publicidade para elas. Ficou claro que o futuro seria feito de animações, não de hardware. Em 1990, Jobs vendeu a divisão de hardware para conseguir dinheiro para este novo objetivo.
Mesmo assim, a empresa perdeu US$ 8 milhões em 1990. Finalmente, em março de 1991, Jobs, com seu jeitinho encantador, demitiu metade dos funcionários e avisou que fecharia a empresa se todas as ações que estavam nas mãos dos empregados não fossem dadas a ele. Isto acabou funcionando e empresa realmente fechou as portas, mas uma nova companhia foi fundada com o mesmo nome e o pessoal que sobrou, mas sem empregados acionistas dessa vez.
Como um dos cofundadores supracitados da Pixar, Alvy Ray Smith, disse em The Second Coming of Steve Jobs,
A Pixar faliu nove vezes nos padrões normais, mas Steve não queria falir, então ele continuou assinando os cheques. Ele teria nos vendido a qualquer um em qualquer momento, e ele realmente tentou fazer isso, mas ele queria cobrir suas perdas de US$ 50 milhões.
Um ano depois, a pequena (e ainda sem dinheiro) empresa recebeu sua maior tarefa até então: um acordo de US$ 21 milhões e três filmes com a Walt Disney Studios. Foi sob esse contrato que, em 1995, o filme Toy Story foi feito. Neste meio tempo, Jobs ainda tentou vender a empresa, já que havia outras interessadas, incluindo a Microsoft, mas ele decidiu esperar para ver no que ia dar o tal Toy Story… e bem, deu no que deu.
Graças a Toy Story, quando Steve Jobs abriu o capital da Pixar, ela se tornou a maior oferta pública inicial de 1995, maior até que a do Netscape. Como Jobs tinha pegado de volta as ações dos empregados em 1991, isto acabou fazendo dele um bilionário, com um patrimônio líquido de cerca de US$ 1,5 bilhão. E o resto, como dizem, é história.
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Informações adicionais:
  • Apesar de, inicialmente, não ter produto algum além de uma camiseta vendida com o logo da empresa e montanhas de dinheiro sob seu controle, Jobs conseguiu fazer com que Ross Perot investisse US$ 20 milhões na NeXT Inc., em troca de apenas 16% das ações da empresa, que não tinha ativo algum a não ser seus funcionários. Por causa disso, a empresa foi avaliada em US$ 125 milhões. Esta é possivelmente a start-up de camisetas mais cara da história, além de demonstrar como Jobs era bom de marketing.
  • A NeXT foi, de várias maneiras, um fracasso espetacular, mas em outras, foi um grande sucesso que deu muito dinheiro a Jobs e pavimentou o caminho para ele voltar à Apple, através do sistema operacional NeXT. Como a Apple precisava de um SO, ela comprou a NeXT por quase meio bilhão de dólares, mais que o dobro do preço pedido antes de Jobs vendê-la (mais uma vez, ele era um marqueteiro brilhante). Isto aconteceu um ano antes de ele abrir o capital da Pixar. Não é preciso dizer que 1995-1996 foi um bom biênio para Steve Jobs.
  • Outro fator que possivelmente contribuiu para George Lucas vender a divisão de computadores da LucasFilm foi seu divórcio altamente divulgado pela mídia, em 1983, e a queda repentina de receitas de O Retorno de Jedi. Lucas precisava de dinheiro para manter o controle de seu pequeno império e vender uma parte da empresa por cinco milhões de dólares certamente ajudou.
  • Se você é bem familiarizado com ciência da computação, provavelmente viu outro pedacinho do trabalho de Lasseter sem se dar conta disso. Lá nos anos 80, ele desenhou um pequenino demônio para o Free BSD. Este diabinho se tornou o mais popular mascote do BSD Daemon.
  • Logo depois do lançamento de Universidade Monstros, o jovem de 22 anos Joe Negronidesenvolveu uma teoria de que todos os filmes da Pixar existem no mesmo universo. Esta linha do tempo registra como os animais adquiriram a capacidade de falar e cresceram intelectualmente, assim como a queda dos humanos na Terra, o crescimento das máquinas, a criação de super-espécies (os monstros de Monstros S.A.). É uma teoria bem esquisita e alucinada, mas, surpreendentemente, faz muito sentido.

1 de fev. de 2014

Resumo da semana de notícias em jogos: Tomb Raider e consoles se destacaram

O primeiro mês de 2014 chegou ao fim, e na última semana do mês o mercado de jogos já mostrou estar quente. Um dos destaques da semana foi o lançamento de Tomb Raider: Definitive Edition para os consoles da nova geração. Uma boa notícia foi o comentário da Eletronic Arts, que acredita que o PS3 e oXbox 360 terão pelo menos mais 2 anos de suporte da Sony e Microsoft. Confira essas e outras matérias de jogos que o TechTudo publicou durante a semana.
Novo Tomb Raider, veja surpresas (Foto: Divulgação)
Domingo
No domingo tivemos uma matéria muito interessante. A lista com os 10 jogos mais difíceis dos últimos anos trouxe a presença, mais do que esperada de Dark Souls e Metal Gear. Mas, quais são os outros games? Confira todos os jogos na matéria completa.
Prepare-se para ser amaldiçoado com a dificuldade de Dark Souls 2 (Foto: shacknews.com)
Ainda no fim de semana publicamos uma matéria com todas as novidades da expansão de Diablo 3, chamada Reaper of Souls. Na expansão de ARPG os jogadores enfrentarão Maltael, o Anjo da Morte. Será possível também evoluir mais 10 níveis, podendo alcançar até o level 70. A expansão trará ainda novos itens e uma nova classe.
Diablo 3: Reaper of Souls chegará para PC e Mac em 25 de março (Foto:  gamesided.com)
Segunda-feira
A semana começou com duas notícias relacionadas ao games da franquia Grand Theft Auto. A primeira delas mostrou um mod de GTA V que deixou Los Santos debaixo d’água, permitindo inclusive usar o submarino para passear por entre os prédios. A segunda notícia foi a chegada de GTA: San Andreas para Windows Phone - confira os aparelhos que rodam o jogo na notícia completa.
GTA 5 ganhou um Mod que inunda as ruas de Los Santos. (Foto: Reprodução/YouTube)
Ainda na segunda publicamos o detonado em vídeo de Call of Duty: Ghosts, o novo game da franquia lançado há pouco tempo. Os Estados Unidos deixou de ser uma potência e está sofrendo um ataque devastador, e cabe aos Ghosts, um pequeno grupo de soldados de elite, salvar o país. O jogo conta com uma divertida fase no espaço e com a companhia de Riley, um cão que te ajuda em diversos momentos. Confira como zerar CoD: Ghosts.
Call of Duty: Ghosts (Foto: Divulgação)
Terça-feira
Terça foi o dia do lançamento de Tomb Raider: Definitive Edition, que melhorou os já excelentes gráficos do game lançado em meados de 2013. O TechTudo preparou uma matéria mostrando o que mudou entre o jogo original e a nova edição, que saiu apenas para os consoles de nova geração, Playstation 4 e Xbox One, obviamente por seu maior poder de processamento se comparado aos videogames antigos.
Tomb Raider para PC (Foto: Divulgação)
Um dos games mais esperados pelos jogadores de Playstation 4 é Infamous: Second Son. No entanto, na terça-feira foi divulgado que o game não terá modo multiplayer, nem cooperativo nem competitivo.
Novo Infamous chega em março ao PS4 (Foto: Divulgação/Sony)
O TechTudo também publicou alguns tutoriais nesse dia. O primeiro ensinando a configurar o PC para permitir o uso do DualShock 3, o controle do Playstation 3, como joystick. Minecraft também ganhou dois tutoriais essa semana: o primeiro deles ensinando como construir um helicóptero no jogo. O outro tutorial publicado ensina como alterar a versão do Minecraft que está sendo executada.
Minecraft (Foto: Divulgação) (Foto: Minecraft (Foto: Divulgação))


Assassin’s Creed 4 Black Flag também ganhou uma série de dicas para se dar bem em combates de navios. Marca registrada do game, as batalhas marítimas são realmente belas, contando com uma física realista do mar e dos barcos, que têm os mais variados tamanhos e poder de artilharia.
Tipos de Navio em Assassin's Creed IV: Black Flag (Foto: Reprodução/Divulgação)
Quarta-feira
Nesse dia tivemos uma matéria sobre uma modificação do game NBA 2K14 feita por um fã. Ele colocou vários heróis da Marvel e da DC como personagens jogáveis, criando times de super-heróis que podem desafiar os grandes jogadores da liga norte-americana de basquete. Confira mais detalhes e como instalar o mod.
Hulk é um dos astros do mod (Foto: Divulgação)
O dia também contou com diversos tutoriais para games de todos os estilos. Dota 2 ganhou um novo modo chamado WTF, e você pode aprender a jogá-lo. Também publicamos uma série de dicas para mandar bem em Starcraft 2: Heart of Swarm, o segundo capítulo de Starcraft 2. Fechando os tutoriais ensinamos como jogar o difícil game A Wizard’s Lizard.
StarCraft 2 Heart of the Swarm (Foto: Divulgação)


Ainda na quarta divulgamos a interessante iniciativa do Sesc de São Paulo, que ofertará uma série de aulas para músicos interessados em criar trilhas sonoras para jogos.
Quinta-feira
A semana estava chegando ao fim, mas os consoles agitaram bastante o dia. A Sony confirmou o lançamento do Playstation Vita Slim na Europa, dando inclusive a data de lançamento: 7 de fevereiro. O videogame portátil é 20% mais fino e 15% mais leve que o Vita original. Confira a matéria completa.
Playstation Vita Slim. (Foto: Divulgação)
Microsoft está realizando uma campanha em que os jogadores que entregarem seu Playstation 3 ganharão 100 dólares de bônus na compra do Xbox One. Apesar de também valer para quem dar seuXbox 360, a iniciativa chama a atenção justamente por estarem aceitando o console concorrente.
Microsoft aceita PS3 em troca de $100 de bônus na compra do Xbox One. (Foto: Divulgação)
Para quem ainda não quer se desfazer de seu Playstation 3 ou Xbox 360, a Electronic Arts, uma das maiores desenvolvedoras de jogos do mundo, acredita que os consoles da geração passada terão pelo menos mais 2 anos de suporte da Sony e Microsoft, algo similar ao ocorrido na transição Playstation 2 para o PS3.
PlayStation 3 e Xbox 360 ainda terão 2 anos de vida, segundo Electronic Arts (Foto: DualShockers)
Nessa semana também está acontecendo em São Paulo a Campus Party. Durante o evento foi realizado um campeonato de League of Legends, que dava uma vaga para a final da liga IEM. O time brasileiro paiN Gaming infelizmente foi derrotado pelos europeus da Millenium eSport.
Torcedores protestam durante a final de League of Legends, na Campus Party. O time europeu não deu um momento de sossego (Foto: TechTudo/Renato Bazan)


Pokémon X e Y ganharão um inédito campeonato online, aberto para treinadores de todo o mundo. O torneio será realizado através do Global Link. Todos os jogadores que cadastraram seus games já estão aptos a participar do torneio beta.
Pokemon X e Y (Foto: Divulgação)


Sexta-feira
A semana acabou com diversas boas notícias para os gamers. A primeira foi o anúncio de que Mario Kart 8 será lançado em maio. O jogo é um dos grandes trunfos da Nintendo para tentar melhorar as vendas globais do Wii U. O novo game de corrida da turma do Mario trará entre as novidades veículos anti-gravidade, permitindo corridas na vertical e até de ponta cabeça. Confira a notícia completa.
Mario Kart 8 trará corridas com veículos anti-gravidade (Foto: Divulgação)


The Witcher 3: Wild Hunt terá 36 finais diferentes, anunciou o co-fundador da CD Projekt, empresa responsável pelo desenvolvimento do jogo. O game de RPG terá um gigantesco mundo aberto, e as escolha do jogador irão levá-lo a um dos finais.
Novo The Witcher terá muitos finais diferentes (Foto: Divulgação)


O Wii U receberá jogos do Nintendo DS no Virtual Console. A Nintendo disse ter resolvido a questão técnica – principalmente o fato do DS ter duas telas – que impedia os games do finado portátil de serem lançados para o console de mesa da empresa. Alguns games terão ambas as telas exibidas no gamepad, o controle do Wii U. Outros podem ter uma tela exibida no joystick e outra na televisão.
Tropico 5, um popular game de estratégia e simulação de cidades, foi anunciado para o PlayStation 4. Anunciado anteriormente apenas para Xbox 360, PC e Mac, o jogo será adaptado para o controle do videogame da Sony, sugerido que o touchpad seja usado.
Tropico 5 será lançado também para PlayStation 4 (Foto: Divulgação)

Apps para Android: Studio Design, Menthal e outros destaques da semana

Os usuários de Android que curtem produzir, assistir à vídeos e fazer boas fotos terão excelentes instrumentos a altura dos olhos com a lista de novidades da semana. Além dos apps voltados para isso, há o Menthal, que monitora sua atividade no celular, e muitos outras ofertas super interessantes. Quer conhecer todos e saber exatamente o que eles têm para oferecer? Confira a relação abaixo.
INSTA COLLAGE MAKER (Grátis)
Insta Collage Maker é um aplicativo de colagens de fotos (Foto: Divulgação)

O Insta Collage Maker é um aplicativo de colagens de fotos para o Android. Gratuito e bem simples, tem 18 ofertas de formatos de montagem e um funcionamento rápido, com as opções de salvar suas criações no aparelho ou compartilhá-las com os amigos. Para quem não se satisfaz em postar só uma foto no Instagram e prefere fazer uma arte em cima da montagem de várias delas, o app pode ser bem útil. Confira! 
STUDIO DESIGN (Grátis)
Studio Design é um aplicativo de edição de fotos (Foto: Divulgação)
O Studio Design também é um aplicativo de edição de imagens, mas muito diferente do Insta Collage Maker. Se o anterior é para colagens, esse app é voltado para tratamento das fotografias. Entre suas ofertas de melhoria de imagem, há opções de filtros, adição de balõezinhos, mensagens de texto e muito mais para deixar cada foto única. Os apaixonados por fotografias diferentes podem baixar sem medo.
Download do Studio Design l Android + 4.0
VIDDME (Grátis)
Viddme  é um aplicativo para compartilhamento de vídeos na Internet (Foto: Divulgação)
Já pensou em gravar vídeos e postar na Internet sem qualquer burocracia ou identificação? É esse o propósito do app Viddme, uma espécie de YouTube com a vantagem do anonimato. Com ele, o usuário tem a opção de publicar suas gravações e não precisar criar uma conta ou fazer login. Ideal para quem tem materiais sigilosos no celular e não pode enviá-los via redes sociais, e-mail ou pelo próprio YouTube. Baixe o Viddme e tudo está resolvido.
Download do Viddme l Android 2.3.3 +
TVTAG (Grátis)
tvtag é um aplicativo de interação entre fãs de TV, substituto do GetGlue (Foto: Divulgação)

m tempos de compartilhamento constante de informações, os smartphones vêm se tornando um grande instrumento para quem deseja trocar comentários sobre os programas de televisão. O tvtag é um aplicativo que aproveita justamente isso. Ele cria um tipo de rede social voltada para apaixonados por tv. É fácil entender como ele funciona: o usuário diz o que está assistindo e, após “fazer check-in” no programa, entra em uma sala para conversar com quem também está ligado no mesmo canal.
Download do tvtag l Android varia de acordo com o dispositivo
MENTHAL (Grátis)
Menthal é um aplicativo que mede o nível de vício dos usuários em celulares (Foto: Divulgação)
O Menthal é um app que visa dar ao usuário um relatório completo do quanto ele utiliza o seu smartphone diariamente, e ainda fazer uma correlação disso com seu humor e características psicológicas. Trata-se de uma ferramenta gratuita, que Funciona bem e é bastante interessante. Seu único ponto negativo é que não é em português. Porém, os “viciados” em telefones não podem deixar de conferir.
Download do Menthal l Android 4.0+

Ainda vale a pena comprar um Galaxy Ace, smartphone de 2011 da Samsung?

Com o lançamento de smartphones cada vez mais sofisticados, o preço do Galaxy Ace tem sofrido uma queda contínua. Esse aparelho, o primeiro da linha Ace, custa em torno de R$ 400 e ainda é vendido no Brasil. Será que vale a pena comprar atualmente o Galaxy Ace, lançado em 2011, por esse preço? O TechTudo analisa.
Galaxy Ace, smartphone Android lançado em 2011 pela Samsung (Foto: Stella Dauer/TechTudo)

A primeira observação que deve ser feita é quanto aos recursos extremamente limitados desse smartphone. Lançado em fevereiro de 2011, o Samsung Galaxy Ace é aparelhando com especificações de hardware bastante fracas frente aos mais recentes modelos. Além disso, ele só pode ser atualizado para o Android 2.3.6 (Gingerbread), já ultrapassado.
O Android desatualizado gera alguns problemas, como a incompatibilidade com determinados aplicativos. Seu Galaxy Ace não será capaz de rodar muitos programas do Google Play, tanto pela restrição de software quanto pela de hardware. Se sua intenção é baixar jogos como Minion Rush e Asphalt 8, ele definitivamente não é o celular ideal para você.
O desempenho "engasgado" tem raiz no processador de 800 MHz e nos 384 MB de RAM. Outra reclamação muito comum dos compradores do Ace está em relação ao espaço de armazenamento interno: singelos 158 MB. O aparelho tem entrada para microSD, mas é bom lembrar que nem todos os apps podem ser movidos para o cartão. Fecha as especificações a tela de 3,5 polegadas, com resolução de 320 x 480 pixels.
Os sucessores dele, como é de se esperar, têm mais vantagens. O Galaxy Ace Duos pode ser usado com dois chips de operadoras simultaneamente e tanto o Galaxy Ace 2, lançado em 2012, quanto o Galaxy Ace 3, de meados de 2013, são aparelhos com hardware mais moderno, e têm tela de 3,5 e 4 polegadas (480 x 800 pixels), respectivamente. Os dois últimos ainda podem ser atualizados para o Android Jelly Bean, a penúltima versão do sistema.
Afinal, vale a pena?
O Galaxy Ace original foi lançado como um intermediário, mas tinha bons recursos se comparado com a concorrência de 2011 e 2012. Hoje, ele é ainda muito popular, o que não significa que ainda seja uma boa opção, mesmo para quem busca um smartphone simples.
Lançado em 2013, o Galaxy Ace 3 é o modelo mais avançado de sua série e custa em torno de R$ 700 (Foto: Divulgação/Samsung)
O Galaxy Ace foi um bom aparelho a seu tempo, mas apresenta um conjunto limitado para os dias de hoje. Na mesma faixa de preço, é possível comprar celulares mais robustos e atuais. Se você faz questão de um modelo da linha Ace, há os Galaxy Ace 2 e Galaxy Ace 3, que são encontrados por R$ 550 e R$ 700, respectivamente. Apesar disso, há alternativas interessantes de outras marcas. O Lumia 520, por exemplo, roda Windows Phone 8 e pode ser encontrado por pouco mais de R$ 400. Há ainda o Razr D1, oXperia E Dual e o LG Optimus L5 2 com o mesmo preço, se você não abre mão de ter um Android.

Apple estaria desenvolvendo apps e gadgets com foco na saúde

Apple estaria desenvolvendo apps e gadgets com foco na saúde 

Os executivos da Apple tiveram reuniões no mês passado com representantes do US Food and Drug Administration (FDA), órgão que regulamenta medicamentos e alimentos nos Estados Unidos. Juntamente com outros rumores de novos softwares que a empresa estaria desenvolvendo, isso pode indicar os rumos que a empresa deve tomar em 2014.


De acordo com o jornal The New York Times Bud Tribble, vice-presidente de software, e Jeff Williams, vice-presidente de operações, ambos da Apple, se encontraram com Margaret Hamburg, do FDA, no último dia 13 de dezembro. O assunto em pauta teria sido “aplicações médicas mobile”.

Já o site 9to5Mac publicou em seu site outro rumor que, somado a essa informação, começa a fazer muito mais sentido. A Apple estaria trabalhando em um app chamado Healthbook, voltado para mensurar condições de saúde como pressão sanguínea e batimentos cardíacos. 

A novidade apareceria no iOS 8 (presumidamente o nome da próxima atualização dos sistema operacional).

Foco na saúde


A Apple contratou diversos especialistas em dispositivos miniaturizados, equipamentos de fitness e médicos nos últimos meses. Muitos deles já contam com experiência no trabalho com sensores corporais, dando um indicativo que a empresa está buscando soluções em software e gadgets para monitorar o corpo humano.

Além da Apple, a Google também teria se reunido com representantes do FDA, também com o mesmo propósito. Ao que parece, muito em breve teremos uma disputa entre as duas companhias no segmento de wearable technology, com apps e gadgets voltados para o controle de saúde.




Windows Phone cresceu 104% no último ano

Windows Phone cresceu 104% no último ano 


Dados publicados pela
 ABI Research mostram que o número de dispositivos vendidos com Windows Phone 8 mais do que dobrou nos últimos 12 meses. No último trimestre de 2012 haviam sido comercializados 5,3 milhões de unidades com o SO da Microsoft.


Já no último trimestre de 2013 esse número chegou a 10,9 milhões. Apesar do amplo crescimento, o Windows Phone ainda ocupa apenas a terceira posição no mercado de sistemas operacionais mobile, com 4% do público.

Enquanto isso o Android segue consolidado como o primeiro colocado do mercado, tendo vendido 221,5 milhões de unidades no último trimestre de 2013. O sistema operacional da Google detém hoje 77% do mercado de smartphones. A segunda posição permanece sendo da Apple, que vendeu 51 milhões de unidades de smartphones com iOS nos últimos três meses de 2013. Com isso, a empresa é responsável hoje por 18% do mercado.

50 milhões de Windows Phone ativos


Outro relatório divulgado neste mês, desta vez da AdDuplex, mostra que existem hoje no mundo pelo menos 50 milhões de usuários de Windows Phone. Desses, 12 milhões utilizam aparelhos com Windows Phone 7 enquanto que os outros 38 utilizam modelos equipados com o Windows Phone 8.

O Nokia Lumia 520 é hoje o principal smartphone desse segmento: pelo menos 31% dos 50 milhões de consumidores – o que corresponde a cerca de 15,5 milhões de pessoas – contam com o modelo de entrada da empresa finlandesa recém-adquirida pela Microsoft. O relatório mostra ainda que a Nokia é responsável por 92,3% dos aparelhos com Windows Phone ativado. Entre os 10 modelos mais vendidos apenas o Nokia Lumia 920 pode ser considerado top de linha.




Vaza suposta imagem oficial de Nexus 5 vermelho

Vaza suposta imagem oficial de Nexus 5 vermelho



Um dos aparelhos mais cobiçados pelos apaixonados pelo sistema operacional Android é o Nexus 5. Produzido em uma parceria entre a Google e a LG — que em 2013 mostrou muita competência para a fabricação de smartphones —, o dispositivo conquistou o coração de consumidores ao redor de todo o mundo. Mas há quem ache que ele poderia ser mais bonito do que, oferecendo opções de cores aos consumidores.



E se você faz parte do grupo de pessoas que pensa dessa forma, você deve estar feliz em saber que estamos cada dia mais próximos de uma confirmação disso. Nas últimas semanas, por diversas vezes foram mencionadas imagens ou aparições de um Nexus 5 vermelho — e isso aconteceu em diversos veículos da imprensa internacional. Mas até agora estávamos falando apenas de imagens borradas e pouco claras.

Agora, uma imagem que parece ser realmente oficial mostra o Nexus 5 na cor vermelha. Além da aparência profissional da fotografia vazada, é necessário dizer que a fonte dela também é muito confiável. Estamos falando do especialista em vazamento de rumores, o perfil @EvLeaks no Twitter — que nos últimos vezes acertou em uma boa quantidade de previsões relacionadas aos eletrônicos.

O que não se sabe é a data exata em que o novo aparelho será mostrado ao público. Caso as previsões da imprensa internacional estejam certas, é bem possível que os smartphones Nexus 5 na cor vermelha estejam disponíveis na Google Play Store a partir das próximas semanas. E a chegada deles deve acontecer sem alardes ou qualquer anúncio oficial, apenas surgindo a opção no catálogo.